A depressão atinge cerca de 16% dos brasileiros em 2020, uma doença silenciosa e caracterizada por conjunto de sintomas que por muitas vezes passam desapercebidos pela própria pessoa ou pelos mais próximos. (dados atualizados em setembro/20, Ministério da Saúde)

Embora seja uma doença comum, a moléstia carrega estigmas que dificultam seu diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento adequado. Justamente por ser um transtorno mental, o preconceito e a vergonha inibem as pessoas de buscar ajuda, um tratamento médico e psicológico.

Além do preconceito, a dificuldade de interpretar os sintomas faz com que uma pessoa demore a procurar ajuda. Os sinais podem ser confundidos com sentimentos naturais do ser humano, como tristeza, apatia – “preguiça” e desânimo. Devemos nos atentar quando esses sentimentos passam a tomar proporções maiores a ponto de afetar negativamente vários aspectos da vida, tais como: baixa de produtividade no trabalho e/ou nos estudos, diminuição dos contatos e relações com outros indivíduos, afeta a qualidade do sono e do apetite além da diminuição da disposição física para realizar as atividades do dia a dia.

“O doente não percebe quando o distúrbio começa, porque considera que o seu comportamento é normal e comum. Esta doença é bem menos sintomática”, alerta o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina (IPq), Renério Fraguas Júnior.

Os critérios atuais para o diagnóstico da depressão – segundo como a OMS e American Psychiatric Association – determinam que, para ser detectada com a doença, uma pessoa deve apresentar ao menos cinco sintomas do transtorno. 

Entre eles, um deve ser obrigatoriamente o humor deprimido (tristeza, desânimo e pensamentos negativos) ou a perda de interesse por coisas que antes eram prazerosas ao paciente. Os outros sintomas podem incluir alterações no sono, no apetite ou no peso, cansaço e falta de concentração, por exemplo.

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A depressão não é uma doença apenas do cérebro, bem como os demais transtornos psicológicos, o corpo sofre e muito os efeitos, como baixa imunidade, obesidade e aumenta os riscos de doenças cardiovasculares.

Em conjunto com o tratamento medicamentoso se faz necessário, acompanhamento psicológico e exercícios físicos. Através das mudanças de hábitos e comportamentos a melhora se demonstra mais efetiva, conseguindo uma melhora mais duradoura. 

1. Humor deprimido na maior parte do dia 

O principal sintoma da depressão é o humor deprimido, vamos entender o que quer dizer, são sentimentos como tristeza, apatia e desânimo, uma falta de vontade acentuada a ponto de chegar a paralisar a pessoa, deixá-la dias sem fazer atividades básicas, como banhar-se e trocar de roupas. A pessoa não “vê” motivos para fazer algo, sentimento de incapacidade e sua autoestima diminui drasticamente.

2. Acentuado desinteresse por coisas prazerosas

O desinteresse pode acontecer em diferentes aspectos da vida do indivíduo, como no âmbito familiar, profissional e sexual, além de atividades de lazer, por exemplo, não se anima ou aceita convites com grande frequência, seja de pessoas queridas ou começa ter várias faltas no trabalho “sem motivos aparentes”.

3. Mudanças no apetite

Mudanças significativas de peso podem ser uma consequência da alteração do apetite provocada pela depressão ou aumento no peso (obesidade) — por isso, são consideradas como um dos sintomas da doença. A alimentação passa aos extremos, nada ou quase nada, ou muita comida, muito doce, de forma exagerada, a ponto de ser notadamente percebido pelos demais.

4. Insônia ou hipersonia 

Pessoas com depressão podem passar a dormir durante mais ou menos tempo do que o de costume. É comum que apresentem problemas como acordar no meio da noite e ter dificuldade para voltar a dormir ou sonolência excessiva durante a noite ou o dia, essa mudança se dá quase diariamente.

 5. Fadiga ou falta de energia

Mudanças significativas como falta de energia para atividades comuns e diárias, uma fadiga “inexplicável” surge e se mantem diariamente. Percebemos melhor em pessoas que até então eram ativas e vividas.

6.Falta de concentração

Em muitos casos, a depressão também pode prejudicar a capacidade de concentração, raciocínio e tomada de decisões.  Levando-a pessoa a sentir-se impedida de trabalhar ou estudar. 

7. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva 

Aumento da sensação de inutilidade, de menor valia quase todos os dias, com uma autorrecriminação e sentimento de culpa por estar desta forma e sem contribuir com a família, com os relacionamentos ou no trabalho. 

8.Pensamentos recorrentes sobre morte

A depressão pode, em casos mais graves, além do medo de morrer, pode levar a ideações suicidas.  Algumas pessoas podem incluir desejo de desistir diante de um obstáculo tido como insuperável ou a “única” saída possível. O que realmente são as ÚNICAS saídas possíveis é o tratamento, o cuidado e a atenção. 

>>> E se você está sentindo algum desses sintomas, procure um profissional especializado em busca de tratamento.

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